sexta-feira, 20 de julho de 2007

Locomotores

Pensei em colocar nesse texto um título do tipo "O Rock Gaúcho se Locomovendo". Depois pensei comigo mesmo "nossa que criativo, anagramas, criptogramas... tá afim compra uma Coquetel Passatempos". Muitas vezes ser simples e direto transmite muito mais do que masturbações léxicas ou punhetas verbais. Musicalmente isso também funciona.
Vamos direto ao que interessa. Meu interesse em questão é falar sobre o disco de estréia dos Locomotores. Disco que também é interessante por ser simples. É rock, e tem o Petracco. Um dos discos mais aguardados no cenário gaúcho.Tá, mas aguardado por quem? Por mim, tava muito na pilha de ouvir este disco. Queria que eu falasse por quem, por ti? Pensou que eu fosse dizer que era o disco que tu estava aguardando, ah faça-me o favor. Mas se tu é fã do que já foi chamado de rock gaúcho, o de verdade aquele que é rock em Brasília, Acre ou Rondônia, sim vai ser um dos grandes discos que tu já ouviu, ah e tem o Petracco.
Quem é que quer explicar o rock. Quem acha que o rock nessecita de explicação precisa pedir para todos os críticos do gênero calarem a boca e ouvirem esse disco, que tem o Petracco.
Já tem nêgo pensando o Petracco que vá tomá no c... Não diga isso por que também tem o Papel, o Fuinha, o Bocudo e o Luciano. Tem produção, tem arte, tem um som simples ao mesmo tempo riquíssimo, cheio de referencias. Referencias a eles mesmos da Locomotores e tem o Petracco. Tá, mas isso é bom? Pro Petracco deve maravilhoso, porque deve dar muito gosto tocar numa banda assim. Ah, tu quer saber se é bom pra ti. Eu é que vou saber!!! Eu hein, vai tratar de ouvir o disco ou ver um show. Pode começar vendo o clipe aí da música Nessa Vida .
Opa, quase esqueci de dar minha opinião sobre o cd e atribuir uma nota à ele. Achei o cd redondo e bastante brilhante, minha nota é fá. Porra tu ainda ta lendo isso... Vai assistir ao clique e para de te importar com o que os outros pensam, eu hein?

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Com Esse Eu Vou Pra FLIP

Estou embriagado pelo Pan. Que coisa mais linda. Não se fala mais em corrupção, em assalto, tiro ou trafico. É só Pan. Que pátria desportista, apesar de olhar e ver sempre arquibancadas vazias, o povão tá chegando junto é claro. Sem nós não tem Pan. Nós ficamos de bunda pra cima e eles Pan em nós. Maravilha.
Onde eles esconderam a bugrada do Rio de Janeiro? Será que sitiaram os morros? "Peraí mermão onde cê pensa que vai?! Jeito nenhum mano, volta pa tua maloca, só sai de lá quando acabá o Pan. Ou nóis Pan em tu."
É a festa do esporte, e a primeira medalha de ouro veio em um dos mais tradicionais esportes nacionais o Taekendo. Oi Tekondô. Ãh Tocomdô. É eu sei dói, também eles não param de Pan. Legal que o mano medalista mandou ver, e olha que nem tinha alguém tocando berimbal. Nossa capoeira tá mais "clean". Parabéns, mas eu ainda luto ca'poeira do modo antigo. Não asfaltaram minha rua. Quando não chove e vira tudo em barro, luto ca´poeira que deixa meu sapato cinza, que dispara minha "ranhite". E na hora de comprar o remédio que o SUS não distribui PAN de novo.
Vou largar o PAN e me vou enquanto ainda dá pra FLIP. Feira Literária de Parintis. Eh boi!! Tourada é esporte olímpico? Olha aí PAN de novo.

domingo, 15 de julho de 2007

Clipe Burnning Brain - Bárbaros Contra a Pax

Bom saber que o hc cada vez pensa mais. Bom saber que existem pessoas que fazem a sua diferença. Bom saber que tem gente disposta a mudar o seu mundo. Seu mundo ou mundo delas? Os dois, ou os três. Por que se o fim do mundo está próximo ele começa pelo terceiro mundo. Bom saber que essas bandas mobilizam uma galera. Bom pensar que essa galera pensa sobre o que escuta. Bom escutar som de alguém que pensa.
E, se produzindo audiovisual e aproveitando a visibilidade que as novas tecnologias nos dão a mensagem vai mais longe, bom pensar que este é recém o primeiro clipe da Burning Brain . Bom saber que eles fizeram um clipe. Melhor é saber que eles fazem, muito além de só pensarem ou discursarem. Melhor é ver o clipe, ouvir o som e pensar a música, então dá um play aí.

Parei por Causa do Pan

Parei de atualizar o site por causa do Pandemônio em que estava envolvido. Buscando novas possibilidades para o Projeto Corja, cuidando da família e dos compromissos oficiais (leia-se trabalho remunerado). Porém, estamos aí.
Começamos pelo seguinte a terceira edição da Noite da Corja. Tá tudo bem foi em 05 de julho, já vai um tempinho. Mas como eu deixar de falar de um dos projetos da casa? Então faço o seguinte: curioso pra saber como foi? Passa lá no blog do dj SRD que é dj e operador de som do Dr. Jekyll Bar , figura isenta e sensata .
Deixo a parada da Noite da Corja terceira edição com ele e me toco a fazer outras paradas. Sendo assim lá vou eu agora pra pândega de sempre que é este espaço.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Ta difirci pra nóis que semo próbi

Realmente está difícil pra quem é pobre. Já não bastavam todas as dificuldades que a pobreza inclui excluindo como falta de ensino, atendimento de saúde decente, lazer, alimentação e por aí se vai, ainda tem a questão da concorrência desleal. Pô, virou sacanagem até na ramo da marginalidade os "preibói tão dominando".
-Neguinho capricha no visual: chinelo de dedo; dente faltando ou careado; um boné vai pra rua e perde as melhores oportunidades de roubo pros fio de bacana. Isso é perseguição. Se bem que com preseguiçã nóis é custumado.É persegiçã racial, social e policial o tempo todo, inté quando nóis não faz nada. Os homi sempre vem com aquela história "é uma operação de rotina" ou "nós tivemos uma denúncia e tu te enquadra na descrição". Claro que é rotina eu me enquadrar na descrição de marginal, só tô esperando um dinheiro pra prastifica o meu crachá de marginal. Nosso pessoal trabalha com coisa pequena, qui nem dá pra paga os estudo das criança. Meu sonho era que eles estudasse. Imagina eles um dia lá no prenário, nas assembléia podia ser inté Assembléia de Deus que sê pastor também dá dinheiro. Mas do jeito que tá eles vão é fica por aí mesmo moço, muito triste mesmo. E os fio dos ricos fazendo Direito pra podê fazê as coisa errada.
Encheram a pobre da empregada de cachação na oreia, acharam que ela era prostituta. Pobre das prostituta pobre, qué outra categoria prejudicada pela concorrência desleal.É muito difícil competir com as "garotas de programa" ou "acompanhantes universitárias", principalmente com as bilingues que chupam em duas línguas. O que tem de universidade católica sendo paga com dinheiro de programa... Prás putas de calçada é tapa na oreia, ovada e fumegada de extintor.
-Porém eu confio em uma reação da sociedade. Não é possível que atitudes como a que ocorreu esta semana vigorem em um país de preceitos morais rígidos como o nosso. Que o Iluminismo no qual nos espalhemos pra cimentar os alicerces desta nação, sejam sólidos suficientes pra darmos um basta a esta vergonhosa demonstração de covardia, e total desprezo pela paz em nosso convívio social. Atos como este ferem não só a esta mulher agredida como ao caráter da sociedade brasileira, coltividade esta que é de boa índole e não tolera o uso banalizado da força. Acredito que a classe média e as elites, que muito já desfrutaram do melhor que este país produziu, atendam a este chamado para a luta sem armas pela paz. Pois esta mulher. Esta pobre empregada doméstica, foi barbaramente agredida. E isso eu não posso tolerar! Uma trabalhadora! Uma doméstica! Imaginem-se vocês em tal situação. Eu não consigo me pôr em tal situação. Para mim seria pior que a morte... Imaginem se atacam a minha empregada. A casa ficaria uma bagunça, não sei o que faria com os pestes dos meus filhos. Minha mulher ficaria estressada e gastaria mais ainda o meu dinheiro. Onde encontrar uma empregada de confiança hoje me dia? Imagem se a moda pega, atacar empregadas. Imagem. Imaginem é o caos, é o caos. Definitivamente isso é intolerável. Esses rapazes merecem uma punição exemplar. Pô com tanta gente dormindo na rua, tanto índio por aí, pô... Uma doméstica. Imaginem. Imaginem...