Blog do Kayserdomingo, 27 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Damn Laser Vampires - Bracadabro A Entrevista
Os vampiros estão cheios de novidades. Está pintando o tão aguardado disco de estréia da banda. Tem vídeoclipe novo circulando pela internet. Os shows se multiplicam pelo país. Pra quem acreditava que vampiros só trabalhavam à noite e dormiam durante o dia, a Damn Laser Vampires mostra que a coisa é bem diferente. Os Vampires dão o sangue, pela banda é claro.
Corja: O cd saindo direto na gringa? Como rolou essa negociação?
Damn Laser Vampires: O selo (Devil’s Ruin Records, do Indiana) nos encontrou no MySpace e nos adicionou como amigos. Conversamos e eles mostraram grande interesse em conhecer mais da nossa música; mostramos mais, e em seguida recebemos o convite pra lançar o álbum nos EUA e Canadá. Não foi uma resolução imediata da nossa parte, houve muita conversa. Levamos bastante tempo pra nos decidir pela Devil’s Ruin, porque ainda estávamos aguardando resposta de selos brasileiros. A DRR foi muito receptiva desde o começo, inclusive modificando cláusulas do contrato a nosso pedido. Achamos que deu certo porque, como reza a tradição vampírica, não adianta bater nas portas, vampiros precisam ser convidados (risos).
Cor já: A DLV é banda do mundo e não de Porto Alegre, apenas, por causa da web ou o quê?
DLV: É inegável que sem a internet não teríamos feito nem a metade. Não teria havido MySpace, não teríamos tido atenção do selo, não teríamos feito os contatos preciosos que temos com pessoas de diversas partes do mundo (pelo menos não com a mesma velocidade), ou seja, não teríamos o controle que temos sobre nós mesmos e portanto provavelmente não teríamos ido adiante. Mas a internet é um parceiro, não uma razão de existir. Fazendo justiça a nós, a gente trabalha pra c****. Há outros elementos a nosso favor – o idioma que escolhemos, a mistura de sons que usamos, e que justamente nos deu uma exclusividade que ajudou a chamar atenção... mas o principal é que nós não paramos de trabalhar. Nunca. Quando você faz tudo sozinho, o esforço é maior, mas aumentam as chances de conseguir os resultados que você quer.
C: A banda tem participado de shows em outras cidades brasileiras, às vezes, com mais assiduidade que em Porto Alegre. A cidade tá meio devagar, em alguns aspectos relativos à musica? Público, donos de bar, bandas sei lá , parece que alguma coisa não fecha muito bem.
DLV: Sim, a gente percebeu uma mudança muito nítida nesses últimos meses em Porto Alegre. Pra pior. Bares fecharam, grande parte do público de rock passou a preferir as festas de eletro (que se multiplicaram muito)... e continua sendo muito difícil pras bandas que não têm equipamento próprio produzirem os shows sozinhas. Na maioria das vezes, a casa só disponibiliza o espaço físico e as bandas têm que correr atrás de equipamento, transporte, divulgação... no fim das contas, a parte da bilheteria que sobra pras bandas às vezes é tão pequena que não cobre nem os gastos. Por isso temos tocado mais fora da capital.
Num lugar como São Paulo, por exemplo, nós encontramos um cenário radicalmente diferente: a infra-estrutura das casas em que tocamos é ótima, não falta equipamento, e os lugares enchem. E os cachês são bons. Você pode tratar previamente e acertar um pagamento decente, que cobre os investimentos da viagem.
Gostaríamos de tocar bem mais em Porto Alegre – é o melhor público de todos, isso não temos dúvida; é onde se faz as melhores rodas punks, são os shows em que mais nos divertimos.
Nós achamos que, em parte, a situação do rock em Porto Alegre poderia ser melhor resolvida se os donos dos bares compreendessem melhor as necessidades das bandas e fossem mais parceiros. É claro que é uma questão que passa por outros fatores; seria preciso mexer em toda uma mentalidade “coletiva”, o que inclui os hábitos culturais da população também. Muitas bandas mesmo (às vezes veteranas, com mais de uma década de estrada) não se importam em conviver com essa precariedade e acham muito normal tocar de graça, por exemplo. “Só pela diversão”. Não parece ser o tipo de ajuda que a cena independente está precisando pra se valorizar.
Damn Laser Vampires: O selo (Devil’s Ruin Records, do Indiana) nos encontrou no MySpace e nos adicionou como amigos. Conversamos e eles mostraram grande interesse em conhecer mais da nossa música; mostramos mais, e em seguida recebemos o convite pra lançar o álbum nos EUA e Canadá. Não foi uma resolução imediata da nossa parte, houve muita conversa. Levamos bastante tempo pra nos decidir pela Devil’s Ruin, porque ainda estávamos aguardando resposta de selos brasileiros. A DRR foi muito receptiva desde o começo, inclusive modificando cláusulas do contrato a nosso pedido. Achamos que deu certo porque, como reza a tradição vampírica, não adianta bater nas portas, vampiros precisam ser convidados (risos).
Cor já: A DLV é banda do mundo e não de Porto Alegre, apenas, por causa da web ou o quê?
DLV: É inegável que sem a internet não teríamos feito nem a metade. Não teria havido MySpace, não teríamos tido atenção do selo, não teríamos feito os contatos preciosos que temos com pessoas de diversas partes do mundo (pelo menos não com a mesma velocidade), ou seja, não teríamos o controle que temos sobre nós mesmos e portanto provavelmente não teríamos ido adiante. Mas a internet é um parceiro, não uma razão de existir. Fazendo justiça a nós, a gente trabalha pra c****. Há outros elementos a nosso favor – o idioma que escolhemos, a mistura de sons que usamos, e que justamente nos deu uma exclusividade que ajudou a chamar atenção... mas o principal é que nós não paramos de trabalhar. Nunca. Quando você faz tudo sozinho, o esforço é maior, mas aumentam as chances de conseguir os resultados que você quer.
C: A banda tem participado de shows em outras cidades brasileiras, às vezes, com mais assiduidade que em Porto Alegre. A cidade tá meio devagar, em alguns aspectos relativos à musica? Público, donos de bar, bandas sei lá , parece que alguma coisa não fecha muito bem.
DLV: Sim, a gente percebeu uma mudança muito nítida nesses últimos meses em Porto Alegre. Pra pior. Bares fecharam, grande parte do público de rock passou a preferir as festas de eletro (que se multiplicaram muito)... e continua sendo muito difícil pras bandas que não têm equipamento próprio produzirem os shows sozinhas. Na maioria das vezes, a casa só disponibiliza o espaço físico e as bandas têm que correr atrás de equipamento, transporte, divulgação... no fim das contas, a parte da bilheteria que sobra pras bandas às vezes é tão pequena que não cobre nem os gastos. Por isso temos tocado mais fora da capital.
Num lugar como São Paulo, por exemplo, nós encontramos um cenário radicalmente diferente: a infra-estrutura das casas em que tocamos é ótima, não falta equipamento, e os lugares enchem. E os cachês são bons. Você pode tratar previamente e acertar um pagamento decente, que cobre os investimentos da viagem.
Gostaríamos de tocar bem mais em Porto Alegre – é o melhor público de todos, isso não temos dúvida; é onde se faz as melhores rodas punks, são os shows em que mais nos divertimos.
Nós achamos que, em parte, a situação do rock em Porto Alegre poderia ser melhor resolvida se os donos dos bares compreendessem melhor as necessidades das bandas e fossem mais parceiros. É claro que é uma questão que passa por outros fatores; seria preciso mexer em toda uma mentalidade “coletiva”, o que inclui os hábitos culturais da população também. Muitas bandas mesmo (às vezes veteranas, com mais de uma década de estrada) não se importam em conviver com essa precariedade e acham muito normal tocar de graça, por exemplo. “Só pela diversão”. Não parece ser o tipo de ajuda que a cena independente está precisando pra se valorizar.
Corja: Belo clip, como foi a produção do video? Roteiro, direção, tratamento de imagem ficou por conta de quem?
DLV: “Bracadabro” foi feito no mesmo esquema dos dois anteriores produzidos por nós (“Saint Of Killers” e “Next Time You Ride”). Dirigimos as cenas, montamos o figurino, a Francis fez a maquiagem, e o roteiro foi uma espécie de história espontânea que foi surgindo com o andamento das gravações. Nós dois (Francis e Ronaldo) cuidamos da edição e pós-produção, no nosso estúdio de milhões de dólares (risos). As tomadas ao ar livre foram gravadas no jardim do Museu de Porto Alegre. Nós adoramos fazer vídeos, é sempre muito divertido e temos muitas idéias. E o esquema é não gastar nada, usar elementos que nós mesmos fazemos ou já temos (às vezes tirando do caixão da vovó). Perto de um orçamento de clipe da DLV, filme trash é Hollywood!
Corjeano:Tomar conta da carreira é legal mas pode levar facilmente pra qualquer um dos lados, para o sucesso e o prazer da autonomia, ou para o desespero e o ostracismo do "o que é que eu faço agora?". A DLV dá mais prazer ou mais trabalho? (eu imagino a resposta, mas a pergunta é só pra instigar mesmo)
Vampiragem: Hahaha! Dá muito trabalho, sem dúvida. Mas fazemos porque gostamos! A banda é formada por três ilustradores, amantes de cinema, quadrinhos e música. É normal que a gente queira dar continuidade a tudo isso, porque são coisas que nos dão muito prazer. Mas nada disso vem sem muito trabalho. Além da criação, nós também cuidamos de todo o resto – contatos, agenda, divulgação, promoção, e tudo isso principalmente pra estar lá no palco. Não tem espaço pra “desespero e ostracismo”. Claro que só fazemos o que está nas nossas possibilidades, mas procuramos fazer bem. Respondendo a pergunta, a DLV dá trabalho pra poder dar prazer.
Na edição de janeiro deste ano da Noite da Corja a DLV fez um belissímo show sob a projeção do Filme Nosteratu, confira as fotos aqui no site.
DLV: “Bracadabro” foi feito no mesmo esquema dos dois anteriores produzidos por nós (“Saint Of Killers” e “Next Time You Ride”). Dirigimos as cenas, montamos o figurino, a Francis fez a maquiagem, e o roteiro foi uma espécie de história espontânea que foi surgindo com o andamento das gravações. Nós dois (Francis e Ronaldo) cuidamos da edição e pós-produção, no nosso estúdio de milhões de dólares (risos). As tomadas ao ar livre foram gravadas no jardim do Museu de Porto Alegre. Nós adoramos fazer vídeos, é sempre muito divertido e temos muitas idéias. E o esquema é não gastar nada, usar elementos que nós mesmos fazemos ou já temos (às vezes tirando do caixão da vovó). Perto de um orçamento de clipe da DLV, filme trash é Hollywood!
Corjeano:Tomar conta da carreira é legal mas pode levar facilmente pra qualquer um dos lados, para o sucesso e o prazer da autonomia, ou para o desespero e o ostracismo do "o que é que eu faço agora?". A DLV dá mais prazer ou mais trabalho? (eu imagino a resposta, mas a pergunta é só pra instigar mesmo)
Vampiragem: Hahaha! Dá muito trabalho, sem dúvida. Mas fazemos porque gostamos! A banda é formada por três ilustradores, amantes de cinema, quadrinhos e música. É normal que a gente queira dar continuidade a tudo isso, porque são coisas que nos dão muito prazer. Mas nada disso vem sem muito trabalho. Além da criação, nós também cuidamos de todo o resto – contatos, agenda, divulgação, promoção, e tudo isso principalmente pra estar lá no palco. Não tem espaço pra “desespero e ostracismo”. Claro que só fazemos o que está nas nossas possibilidades, mas procuramos fazer bem. Respondendo a pergunta, a DLV dá trabalho pra poder dar prazer.
Na edição de janeiro deste ano da Noite da Corja a DLV fez um belissímo show sob a projeção do Filme Nosteratu, confira as fotos aqui no site.
Material de divulgação fornecido pela banda Damn Laser Vampires:
Fique atento às datas de shows.
Fique atento às datas de shows.
DAMN LASER VAMPIRES
Ronaldo Selistre (guitarra & voz)
Francis K (guitarra)
Michel Munhoz (bateria)
Trio pós-punk que mistura elementos como polka, psychobilly e new wave.
Formado em Porto Alegre em junho de 2005, estreou com o EP “The Devil Is a Preacher” e em 2006 lançou o álbum independente “Gotham Beggars Syndicate”, co-produzido por Alexandre Birck (Graforréia Xilarmônica) e gravado no estúdio Music Box. O disco foi relançado nos EUA e Canadá em abril de 2008, com faixas-bônus e novo tratamento gráfico, pelo selo norte americano Devil’s Ruin Records (www.devilsruinrecords.com).
A DLV foi destaque na 3ª edição brasileira da revista Rolling Stone e nos sites Tramavirtual, Senhor F e Urbanaque, entre outros; participou dos festivais Gig Rock III, Morrostock Open Air (RS) e Goiânia Noise Festival XIII. A banda também está na trilha do filme “Ainda Orangotangos”, de Gustavo Spolidoro, com 4 faixas.
A DLV dirige e produz seus próprios vídeos, como o novo “Bracadabro”, que pode ser visto aqui:
http://www.youtube.com/damnlaservampires
Ronaldo Selistre (guitarra & voz)
Francis K (guitarra)
Michel Munhoz (bateria)
Trio pós-punk que mistura elementos como polka, psychobilly e new wave.
Formado em Porto Alegre em junho de 2005, estreou com o EP “The Devil Is a Preacher” e em 2006 lançou o álbum independente “Gotham Beggars Syndicate”, co-produzido por Alexandre Birck (Graforréia Xilarmônica) e gravado no estúdio Music Box. O disco foi relançado nos EUA e Canadá em abril de 2008, com faixas-bônus e novo tratamento gráfico, pelo selo norte americano Devil’s Ruin Records (www.devilsruinrecords.com).
A DLV foi destaque na 3ª edição brasileira da revista Rolling Stone e nos sites Tramavirtual, Senhor F e Urbanaque, entre outros; participou dos festivais Gig Rock III, Morrostock Open Air (RS) e Goiânia Noise Festival XIII. A banda também está na trilha do filme “Ainda Orangotangos”, de Gustavo Spolidoro, com 4 faixas.
A DLV dirige e produz seus próprios vídeos, como o novo “Bracadabro”, que pode ser visto aqui:
http://www.youtube.com/damnlaservampires
Em maio, a Damn Laser Vampires faz uma mini-tour em São Paulo.
Próximos shows:
02/05, sexta-feira, Laika Miniclub (Porto Alegre):
DAMN LASER VAMPIRES, SPACE RAVE & TOM ENOLA
Santana 375, esq. Lobo da Costa
15/05, quinta-feira, CB Bar:
Rua Brigadeiro Galvão, 871 - Barra Funda - SP
16/05, sexta-feira, ASTRONETE Bar:
Rua Matias Aires 183-B entre Augusta e Haddock Lobo - Consolação - SP
17/05, sábado, Clube BERLIN :
DAMN LASER VAMPIRES & THE BLACKNEEDLES
Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda - SP
^!!!^
Notícias: http://www.fotolog.com/dlvampires
SITE OFICIAL:
http://www.damnlaservampires.net
MYSPACE: http://www.myspace.com/damnlaservampires
CLIPES: http://www.youtube.com/damnlaservampires
Próximos shows:
02/05, sexta-feira, Laika Miniclub (Porto Alegre):
DAMN LASER VAMPIRES, SPACE RAVE & TOM ENOLA
Santana 375, esq. Lobo da Costa
15/05, quinta-feira, CB Bar:
Rua Brigadeiro Galvão, 871 - Barra Funda - SP
16/05, sexta-feira, ASTRONETE Bar:
Rua Matias Aires 183-B entre Augusta e Haddock Lobo - Consolação - SP
17/05, sábado, Clube BERLIN :
DAMN LASER VAMPIRES & THE BLACKNEEDLES
Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85, Barra Funda - SP
^!!!^
Notícias: http://www.fotolog.com/dlvampires
SITE OFICIAL:
http://www.damnlaservampires.net
MYSPACE: http://www.myspace.com/damnlaservampires
CLIPES: http://www.youtube.com/damnlaservampires
Noite da Corja Edição Abril - 2008

Depois de provar e comprovar que existe vida independente, inteligente e articulada em Porto Alegre, mostrar também que este povo não tira férias de seus ideais e virtudes durante o verão ou Carnaval, o Projeto Noite da Corja está de volta pelos becos escuros de Porto Alegre.
Nesta quinta-feira décima edição da festa que mostra o melhor da música independente gaúcha, agora no Porão do Beco.
Festa Noite da Corja
Na pista o som que vez a cabeça da galera mais alternativa nos anos 90, hits, trashs e lados b.
No palco duas bandas independentes:
Severo em Marcha e Valentinos
Quinta-feira 24 de abril 23h
Porão do Beco, Av, Independencia 936
ingressos: R$ 15 no local
Apoio: Tirage Serigrafia
Realização: http://www.corja.net/
Nesta quinta-feira décima edição da festa que mostra o melhor da música independente gaúcha, agora no Porão do Beco.
Festa Noite da Corja
Na pista o som que vez a cabeça da galera mais alternativa nos anos 90, hits, trashs e lados b.
No palco duas bandas independentes:
Severo em Marcha e Valentinos
Quinta-feira 24 de abril 23h
Porão do Beco, Av, Independencia 936
ingressos: R$ 15 no local
Apoio: Tirage Serigrafia
Realização: http://www.corja.net/
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