terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Terminal Guadalupe Apresenta Nossa Música do CPM 22 em Cabaret de Turim a Cinco Graus?

Como o Dary da Terminal Gaudalupe tinha dito eles estão agitando uma corja lá por Curitiba. Saca só como vai ser a parada nesta semana.

A terceira edição do projeto Terminal Guadalupe Apresenta promete ser a mais glamourosa. Na próxima quinta-feira (17), a banda curitibana recebe o quinteto carioca Cabaret, outra revelação da música independente.Influenciado por Queen e Secos & Molhados, o Cabaret toca às 23 horas se apóia no carisma e na sensualidade do vocalista Marvel. Os cariocas passaram por festivais importantes no ano passado, como Calango (Cuiabá) e Mada (Natal).A abertura, às 22 horas, fica por conta do grupo curitibano Cinco Graus, revelado pelo festival Prasbandas. O som da banda remete ao rock nacional dos anos 80 e chama atenção pelas letras reflexivas.Destaque nas listas de melhores álbuns e shows nacionais de 2007, o Terminal Guadalupe sobe ao palco do Jokers Pub Cafe à meia-noite. No repertório, as canções mais pedidas pelo público nos cinco anos da banda.Os ingressos custam R$ 15,00 (R$ 10,00 com bônus), mas as mulheres entram de graça até as 21 horas. A casa ainda oferece "double drink" para quem chegar mais cedo, até as 20:30. O Jokers Pub Cafe fica na Rua São Francisco, 164. Fones: (41) 3013 5164 e 3324 2351.

Ah, essa é maneira também: clipe reaproveitado. Muito boa. É algo parecido com este espaço, eu pego um texto de alguém dali, um video de outro daqui e tá feito o carreto, literalmente.

Um Papo Enquanto Meu Ônibus Não Vem

O vocalista Dary Jr da banda Terminal Guadalupe conversou conosco por email.
foto: Eduado Baggio
Surgida nos ,não tão distantes mas já longinhos, primeiros anos do sec XXI a banda Terminal Guadalupe tinha - e ainda há de ter- uma missão bem complicada: crescer e aparecer no cenário nacional por entre a enxurrada de bandas que pingam sobre nossas cabeças todos os dias. Com o mercado fonográfico em mudança, ou plena falência, a concepção de um trabalho sério, mais profissional virou uma incógnita até hoje não resolvida. O que vale dizer é as coisas precisavam e ainda precisam ser diferentes.
Resumindo o exercício de hermenêutica. Os caras foram, e estão, atrás de novos conceitos, claro sem esquecer o principal a música. Principalmente em um estado como o Paraná ,de onde tem surgidos belos achados do rock nacional, alcançar destaque sem qualidade é praticamente impossível (convenhamos que há um tempo atrás, a coisa não era bem assim com dinheirinho no bolso se fazia, ou comprava, um belo posto de grande banda).
Chegaram até minhas mãos, eita mundão sem porteira, alguns materiais dos caras. Pra exemplificar: um demo com arte em tamanho de LP, elepe é o disco de vinil tá pra você que é gurizinho novo e não sabe qual é; já o próximo material veio em um pen drive e estão lançando material novo em SMD (semi metalic disc) um tipo de cd alternativo com menor área gravada e consequentemente mais barato. Ou seja, como já falei os caras estão correndo atrás do diferencial, e das saídas pra fazer do mercado independente algo rentável, criativo e mais importante profissional.
Depois dessa ladainha toda vamos ao que interessa no momento: o Dary Jr. vocalista da Terminal Guadalupe trocou uma idéia por email comigo e a coisa toda segue aí. Mais informações sobre a banda aquela coisa toda no site dos caras, my space e coisa tal, até porque já enchi o saco de ficar escrevendo. Deixa de ser preguisoço e vai atrás da informação você também, uma nova atitude do mercado, dos músicos e produtores culturais precisa ser passar por uma nova atitude do público.

Corja.Net:Há quem acredite que a cidade de Porto Alegre favoreça o surgimento e o aprofundamento em uma carreira musical. Neguinho chega aqui e diz "nossa quantos bares, quantas bandas" , mas as coisas não são bem assim. Daqui olhamos pro Paraná e vemos bandas bacanas, correndo e conseguindo mostrar um bom trabalho pro Brasil. É verdadeira a impressão de que está se formando uma "cena" (eita! palavrinha batida) no estado?
Dary Terminal Guadalupe: Na verdade, o que temos são várias "cenas" que coexistem. Talvez seja a grande distinção da música produzida em Curitiba: ela é rica e diversa.
Não temos um gênero hegemônico. Eu poderia citar dezenas de bandas com sons e estéticas bem peculiares, como Anacrônica, Sabonetes, ruído/mm e No Milk Today. Agora, não há um esforço conjunto, pelo menos na área do pop-rock. Eu consigo identificar mais unidade de ação e propósito nas bandas de hardcore e psychobilly. Nossa modesta contribuição é o projeto Terminal Guadalupe apresenta, em que trazemos uma banda de fora com trabalho consistente (Violins e Macaco Bong já vieram, Cabaret e Los Porongas estão a caminho) e colocamos uma banda nova daqui para abrir. Aí, nós fechamos a noite para segurar o público e fazer com que ele conheça esses grupos. É uma iniciativa de formação de platéia mesmo, com apoio do Jokers Pub Cafe, a casa que abriga os shows. A parceria tem possibilitado oferecer às bandas o que muitas vezes não conseguimos em outras cidades: ajuda de custo decente, hospedagem, alimentação e traslado.

Corja: "Vou formar uma banda, e o trampo vai ser sério. Vou comprar uma guitarra e um amplificador e vamubora." Isso já não funciona tão bem como outrora, o que mais nêgo precisa hoje pra encarar a música a sério (além de um computador conectado) ?
Dary TG:Isso depende do que se quer. É preciso estar preparado para sacrifícios, para disputa de egos, condições precárias de estúdios de ensaio e casas de shows, pelo menos enquanto você está no começo. A disposição é fundamental. Não vai ser fácil, não vai ser mesmo. Ter bons músicos e grandes canções não é suficiente. Sem entender de comunicação,sem saber como usar a internet, esqueça.


Cor Já: Sem sair se atirando em tudo que aparece de novidade ( ou se atirando também) como se produzir/divulgar sem dispersar esforços, saúde e tempo?
TG: O importante é ter foco. Eleger os espaços, os festivais, a cena em que se deseja entrar e concentrar esforços nas metas. Não dá para abraçar tudo. Dividir tarefas entre os integrantes ajuda muito. Um cuida da divulgação, outro vai atrás de shows, um terceiro faz a arte dos cartazes e do site, enfim. Envolver todos os músicos nas atividades extra-banda fortalece o trabalho e a união de todos.

Corja: Ser pop, tem nêgo que torce o nariz e desmerece (justamente quem se faz de roqueiro compra um calça colada, aprende dois acordes e se já acha o cara).Como trabalhar uma música com apelo mais popular no underground/independente?
Terminal: Não sei se a nossa música tem mais ou menos apelo popular. O que existe é música boa e música ruim, como diz Sérgio Martins. De uma coisa eu sei: não temos medo de fazer sucesso, não consideramos um "crime" ter exposição na grande mídia. Se tem uma coisa que acho patética é se sentir o máximo por ser celebrado em um núcleo restrito de adoradores de "losers", como é muito comum no circuito independente. Estamos fora. Fazemos canções para nós mesmos. Os outros gostam? Ótimo. Muitos gostam? Melhor ainda. Quero distância de guetos. Nós somos o que somos e não precisamos mudar um milímetro de nossas convicções para ganhar reconhecimento. Se uma revista de linha editorial superconservadora como a Veja respeita o viés crítico das minhas letras, maravilha. Não adociquei nada. Aliás, é meu recado aos
novos grupos: sejam vocês mesmos. Não tentem ser aceitos: façam com que os aceitem! E, se não os aceitarem, foda-se. Eu não quero ser inglês, sou mais.

acesse http://www.tg.mus.br/





quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Fantomáticos Noite da Corja edição Dezembro 07

Atrasadinho, com aúdio meio bagunçado, com baixa definição de vídeo, enfim... ta aí um registro da edição de Dezembro do Projeto Noite da Corja.
O show foi no dia 06/12/07 bom público e mó clima pra uma noite de rock, muito calor lá fora e calor maior no interior do bar. A noite abriu com o show dos Fantomáticos ,em seguida a Blackbirds fez aquele que seria um dos seus últimos shows em Porto Alegre, e consequentemente da história da banda.
Por enquanto o vídeo da música Um Pouco de Chão dos Fantomáticose na sequência o registro do grande show da Blackbirds.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Faça a História dos Outros


Essa eu quase deixei passar, não fosse pelo pessoal do "[ B@h!] Arte, Lazer & cultura do Sul.São as coisas da vida nada se cria, tudo se copia. Na era da música baixada de graça, do sampler e de outras apropriações indébitas o assalto intelectual criativo ainda é o que mais dói. Vá lá o tal do subconsciente coletivo, e claro que histórias e temas podem se coincidir com algo já existente (com a velocidade da informação atualmente não é de se espantar se sua idéia ultra-original estiver sendo posta em execução anos a fio no Tanzânia), mas pra tudo também há limites.
Também assisti ao especial da globo Faça a Sua História esperando por um crédito, ou citação ao Mauro do blog taxitramas, trabalho que conheço já vai a uns dois anos e sempre considerei muito criativo e esteticamente bem acabado. Fiquei surpreso ao não identificar crédito nenhum. Pela reprodução abaixo do texto postado pelo Mauro acredito que a surpresa pra ele foi maior.

"Faça sua história
Entre as atrações de fim de ano da Rede Globo, um programa me chamou a atenção pela originalidade do argumento. Em Faça Sua História, que vai ao ar no próximo dia 27, um taxista (Stepan Nercessian) é o fio condutor da trama. Um “verdadeiro contador de histórias”, este taxista vai narrar de maneira peculiar e bem humorada as histórias de seus passageiros.
A vida das pessoas vista pela ótica do taxista. Uma idéia simples e genial. Como é que eu não pensei nisso antes?!
Tivesse eu o talento de um João Ubaldo Ribeiro, por exemplo, poderia ter escrito minhas próprias histórias. Fosse eu um escritor de ofício, poderia ter bolado um blog, aposto que faria sucesso. Talvez algum jornal se empolgasse com meus relatos e me oferecesse um espaço, onde eu assinaria uma coluna semanal. Não duvido que pudesse até mesmo surgir um convite de alguma editora para publicar um livro. Quem duvida?
Mas agora é tarde, a Rede Globo, em um rasgo de criatividade, teve a brilhante idéia que eu jamais seria capaz de ter. Afinal, essas coisas não são para amadores. Tanto que eu, por exemplo, se tivesse que batizar um programa como esse, procuraria um nome diferente. Algo mais forte, mais sugestivo. Tipo, sei lá...TAXITRAMAS. "
publicado originalmente em taxitramas.blogger.com.br 07/01/08

DAMN LASER VAMPIRES - "Next Time You Ride"

Pois vejam só, neguinho chora que não tem espaço pra tocar, que não tem lugar pra ir e quando tu diz que vai rolar show em janeiro o cara comenta "janeiro é foda, verão todo mundo vai pra praia, o lance é esperar março". Pois é, vai esperar até morrer. A hora é agora. E pra quem tá no esquema de verdade não tem tempo ruim.
Deixa eu tentar explicar melhor. A primeira edição da Noite da Corja de 2008 foi no dia 03 de janeiro, ali colado no feriado. Claro algumas bandas não quiseram tocar, um pessoal me dizia que não valia a pena continuar com o projeto durante o verão. Bom, o resultado foi o seguinte: os caras da AdeNóide e da Damn Laser Vampires toparam no ato do convite, fizeram grandes show, a galera enlouqueceu muito, e a casa estava com excelente público. Ou seja uma reação ao "bundamolismo" que impera em Porto Alegre.
Em breve fotos e vídeos da edição janeiro da Noite da Corja, fica ligado. Enquanto isso curte o mais recente clipe da DLV . E lembrando o desavio contra o bundamolismo em fevereiro é maior, lotar o Jekyll na semana do carnaval, e estamos aí pra isso.