terça-feira, 4 de maio de 2010

OEstranho E A Jornalista - 01 De Janeiro de Um Ano Qualquer


Ele era alto, magro, pele clara, e usava óculos. Ninguém sabia o seu nome. Era conhecido como ‘O Estranho’. Ele caminhava pela praia de Torres. Estava sozinho acompanhado de uma garrafa de vodka - estava sempre sozinho. Ele parou e deitou na areia, mas não conseguiu dormir, bebeu a vodka morna. Ele pensava nos acontecimentos da noite anterior. O que mais impressionava era seu comportamento depressivo. Tinha presente a solidão. Ele decidiu que sua conduta ao amanhecer seguiria quieta e empenhada em descobrir quem era a figura feminina que lhe chamou atenção em um vestido preto e branco.
O Estranho adormeceu na areia e sonhou com a mulher. Era uma jovem Jornalista frustrada. Ela não tinha conseguido concluir o mestrado em sociologia política devido ao seu atraso de raciocínio, provavelmente causado por ingestão de grandes quantidades de maconha e anfetaminas. Mas no sonho Ela parecia sensível, uma mulher que se podia confiar. Os melhores amigos da Jornalista eram roqueiros que despontavam nas rádios da capital gaúcha. Eles pareciam um tanto deprimentes, sempre com cigarros na boca, bebidas e algumas drogas.
Do livro O Estranho E A Jornalista - Flora Dutra
Ilustração Daniel Costa

6 comentários:

Daniel Costa disse...

Ótimo, só faltou o credito do ilustrador.


Daniel Costa

Domício Grillo disse...

injustiça desfeita
continue alerta, pois apesar de não admitir erramos, e bastente.
hahaha

O Estranho e A Jornalista disse...

Ilustração: Daniel Costa

uuebaaaaaa

Amaro disse...

A jornalista tmb vagava pelas areias de Torres despreocupadamente..????Que perigo chegar tão perto de um estranho....

Anônimo disse...

o estranho buscava encontrar uma mulher tão romantica e sonhadora quanto ele... que adormecesse entorpecida e embriagada pelas areias da praia...Junto com ele é claro.....queremos mais da historia ....

Domício Grillo disse...

haverá mais
todas as semanas
até quando?
não importa, mas que tenha